quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Abuso de tranquilizantes pode aumentar risco de Alzheimer


O consumo crônico de benzodiazepinas (tranquilizantes, soníferos) aumenta o risco de uma pessoa sofrer de Alzheimer, segundo os primeiros resultados de um estudo francês, divulgados na revista "Sciences et Avenir" (Ciência e Futuro).
Anualmente entre 16 mil e 31 mil casos de Alzheimer seriam provocados na França por tratamentos com BZD (benzodiazepinas) ou similares e seus genéricos: Valium, Temesta, Xanax, Lexomil, Stilnox, Mogadon, Tranxène, etc., noticia a revista em sua edição de outubro.
Em torno de 120 milhões de caixas são vendidas por ano. Na França são consumidos de cinco a dez vezes mais soníferos e ansiolíticos do que em seus vizinhos europeus, acrescentou a "Sciences et Avenir".
O encarregado do estudo, professor Bernard Begaud (Inserm/Universidade de Bordeaux), se referiu às constatações como "uma verdadeira bomba".
"As autoridades precisam reagir", acrescentou, em declarações à revista. Devem agir muito mais, se levarem em conta que "de nove estudos, incluindo o nosso, a maioria (seis) vai neste sentido de uma relação entre o consumo de tranquilizantes e soníferos durante vários anos e o Alzheimer", afirmou.
"É um sinal de alerta muito forte", enfatizou.
O estudo foi realizado com 3.777 indivíduos de 65 anos ou mais que tomaram BZD entre dois e dez anos.
"Ao contrário das quedas e fraturas causadas por estes medicamentos, os efeitos cerebrais não são imediatamente perceptíveis, tendo que se aguardar alguns anos para que surjam", disse o pesquisador.
"Se em epidemiologia é difícil estabelecer uma relação direta de causa e efeito, quando há uma suspeita, parece normal agir e tentar limitar as prescrições inúteis, que são muitas", afirmou.
O aumento do risco, entre 20% e 50%, pode parecer pouco em escala individual, mas não na escala da população, por causa do consumo destes medicamentos por idosos, destacou a revista.
Segundo o professor Begaud, no total, 30% dos maiores de 65 anos consomem BZD, uma proporção enorme, e na maioria das vezes de forma crônica.
As prescrições são, regularmente, limitadas a duas semanas para os hipnóticos e doze semanas para os ansiolíticos.
A forma como os BZD atuam no cérebro para aumentar este risco de demência continua um mistério.
Mas o problema já tinha sido mencionado em 2006 em um relatório do Gabinete Parlamentar de Políticas de Saúde sobre Remédios Psicotrópicos.
"Depois não se fez nada", criticou o especialista.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/982341-abuso-de-tranquilizantes-pode-aumentar-risco-de-alzheimer.shtml

- Quer tranquilizar? A solução pode não estar mais nos remédios, aliás o problema pode estar nele, que traz efeitos colaterais mais tarde.

Queda de satélite nesta semana aumenta tensão com lixo espacial


Um satélite desativado do tamanho de um ônibus vai cair em algum lugar da Terra nesta semana, provavelmente entre a quinta e a sexta-feira.
A informação é da Nasa (agência espacial americana), que afirma, porém, que as chances de que alguém seja atingido são mínimas --cerca de 1 em 3.200.
Terra precisa de mutirão internacional para tirar lixo espacial
Lixo espacial que obrigou evacuação da ISS passou a 250 metros
Lançado pela agência espacial americana em 1991, o Uars (sigla em inglês de Satélite de Pesquisa da Alta Atmosfera) funcionou até 2005, observando a atmosfera.

Desde então, ele é apenas um entre vários satélites defuntos e outros objetos que sujam a órbita do planeta.
De acordo com a Nasa, há "pelo menos" 20 mil fragmentos com mais de 10 cm nos arredores terrestres.
Nesse "lixão" espacial tem de tudo. Desde satélites inteiros desativados, até peças de foguetes e naves. Também entram na conta câmeras fotográficas e até uma luva "perdidas" por astronautas.
No início do mês, um relatório do Conselho de Pesquisa Nacional dos EUA --entidade privada e sem fins lucrativos que fornece consultoria científica-- afirmou que os detritos espaciais chegaram a um "ponto crítico".
Em junho, o lixo espacial forçou a evacuação da ISS (Estação Espacial Internacional, na sigla em inglês). Os astronautas tiveram que se refugiar na nave Soyuz porque um pedaço de satélite passaria muito próximo. Felizmente, o objeto se desviou e a tripulação pode retornar logo depois.
O bilionário laboratório flutuante, aliás, já foi projetado para resistir ao impacto de pequenos objetos.
Um de grandes proporções, porém, seria desastroso. Por isso, a nave conta com um sistema que permite desviá-la da rota do lixo desgovernado.
Para que isso aconteça, porém, é preciso que o objeto seja detectado com antecedência. Com a quantidade crescente de dejetos, monitorar isso tudo é cada vez mais caro e complicado.
RISCOS
Embora sempre exista a possibilidade de cair na cabeça de alguém, o maior risco mesmo, diz a Nasa, é o de que o lixo se choque com satélites ou naves, prejudicando e muito a nossa vida.
Vagando no espaço, até um fragmento mínimo pode provocar um grande estrago ao colidir com uma nave ou um satélite. Com isso serviços como GPS e transmissões de tevê e internet seriam gravemente prejudicados.
SOLUÇÃO
Apesar de desejável, ainda não é possível fazer uma faxina espacial. Não existe tecnologia para remover todos os fragmentos, especialmente os menores, da órbita terrestre. Os cientistas, porém, continuam tentando.
Entre as alternativas apresentadas, há desde a criação de um sistema de redes gigante, que conseguiria capturar a sujeira, além de sistemas de raios laser que desviariam o lixo de sua rota.

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/977324-queda-de-satelite-nesta-semana-aumenta-tensao-com-lixo-espacial.shtml

- É incrível esse tipo de notícia, pois existe bastante tecnologia para levar esses satélites e derivados para serem usados um tempo e descartados ali mesmo, mas não tem tecnologia o suficiente para removê-los. VERGONHA!

Homem de Neandertal comia mariscos há 150 mil anos, diz estudo


Assim como o Homo sapiens, o homem de Neandertal comia mariscos há 150 mil anos. O estudo é de autoria de cientistas espanhóis após terem descoberto restos de conchas em uma caverna no sul da Espanha.
Segundo o grupo de pesquisa, chefiado por Miguel Cortes Sánchez da Universidade de Sevilha, as conchas encontradas durante escavações em uma caverna em Torremolinos (sul do país) é cem mil anos anterior à última prova que se tinha de que o homem de Neandertal comia mariscos.
As ferramentas de pedra e os restos de conchas que estavam na caverna de Bajondillo foram decisivos, explicou o estudo, publicado na edição on-line da ONG Public Library of Science.
No caso do Homo sapiens, a prova mais antiga existente de que ele comia mariscos, em Pinnacle Point (África do Sul), data de 164.000 anos. Os dois conviveram durante parte da evolução.
"Muitos cientistas argumentam que a cata de mariscos é um dos comportamentos que define os humanos modernos e, em certa medida, é uma vantagem adaptativa que permitiu que o Homo sapiens se expandisse", afirmou Francisco Jiménez Espejo, membro do Conselho Superior de Pesquisas Científicas.
"Mas esta pesquisa demonstra que, no mesmo momento, o Homo sapiens do sul da África e o Homo neanderthalensis estabelecido no sul da Península Ibérica aproveitavam estes recursos", ressaltou.

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/975832-homem-de-neandertal-comia-mariscos-ha-150-mil-anos-diz-estudo.shtml

- Gostaria de acompanhar umas dessas tantas descobertas para saber como é o processo até chegar a estas conclusões, sobre coisas que no meu pensamento são impossíveis de descobrir, como: O que o homem fazia, comia e etc, há 150 mil anos.

Profissão de 'caçador de meteoritos' é ainda pouco conhecida


Eles percorrem o planeta em busca de fragmentos de matéria cósmica que caem na superfície da Terra. São os "caçadores de meteoritos", uma tarefa à qual se dedicam poucas pessoas no mundo, entre elas o espanhol José Vicente Casado.
"Encontrar meteoritos é minha forma de viver, esse é meu trabalho", diz ele, que em entrevista à agência de notícias Efe quis "desmitificar" algumas das lendas que circulam sobre estas rochas do espaço.
"As pessoas veem continuamente meteoritos por todas as partes e pensam que são enormes, que um vai cair em cima de nós e vai nos extinguir", resume.
Na sua opinião, achar um meteorito é "algo extraordinário". Uma estrela que é vista no horizonte dá a impressão de que está perto, mas pode cair a milhares de quilômetros de distância.
Casado, que é da província de Leão, está há mais de 15 anos "caçando" meteoritos e tem uma coleção de aproximadamente 120 peças --a mais completa da Espanha. Ele estima que no mundo não deve haver mais do que 20 pessoas que tenham a mesma profissão que ele.
Sua rotina habitual de trabalho consiste em se deslocar a zonas desérticas da África e da América do Sul, onde é mais fácil perceber a presença dos meteoritos, uma vez que não existe vegetação que os escondam.
No entanto, ele também já os encontrou na Espanha, como na província de Palência, em 2004, em uma região montanhosa, circunstância que dificultou sua busca.
O maior pesava meio quilo, mas o habitual é que sejam pequenos, explica, porque um meteorito explode quando entra em contato com a atmosfera e provoca uma espécie de chuva de pedras.
Casado assinala que todos os dias caem entre 20 toneladas e 40 toneladas de pó cósmico na superfície da Terra, embora a média de meteoritos propriamente ditos fica limitada a 20 por ano.
Sobre o custo da atividade, Casado ressalta que, para ele e seus companheiros de expedições, a despesa não é muito elevada. Eles viajam com restrição de gastos e dormem ao relento se preciso.
As peças recolhidas por Casado são usadas em exposições ou doadas a institutos científicos para estudo, o que pode acabar tendo "mais valor", diz, do que se as vendessem.



http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/970463-profissao-de-cacador-de-meteoritos-e-ainda-pouco-conhecida.shtml




- Não é só no Chaves que existe Caçador de meteoritos OSPDJOSPAD. O trabalho deles em minha opinião é importante, pois nos permite saber cada vez mais sobre nosso universo.