segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Fotos revelam personalidade de animais selvagens; veja
O fotógrafo dinamarquês Morten Koldby fez retratos de mamíferos selvagens em "close", para capturar suas expressões.
Segundo ele, as imagens permitem projetar uma personalidade nos animais. "É como se eles estivessem com raiva, tristes ou nervosos."
"Se isso fizer com que algumas pessoas se identifiquem mais com estes animais, ficarei feliz", disse à BBC Brasil.
Koldby comentou que teve a ideia durante um fim de semana. Ele fotografou os animais em zoológicos e parques naturais.
Para fazer os cliques, ele contou com o auxílio de profissionais responsáveis pelo cuidado de cada animal.
"A maioria dos animais estava bem calma e bem alimentada", explicou o fotógrafo. "Consegui fazer contato visual antes que eles se cansassem de mim."
- http://www1.folha.uol.com.br/bbc/966872-fotos-revelam-personalidade-de-animais-selvagens-veja.shtml
- As vezes quando olhamos para alguns animais, como o macaco, suas expressões parecem bem claras, como a de raiva, chega até a dar medo. A reportagem retrata bem o que vemos na face de muitos animais selvagens, suas expressões que nos dizem muito.
domingo, 28 de agosto de 2011
Experimentos mostram lado bom e ruim do ser humano
O homem é bom ou mau? A pergunta, que mobilizou legiões de filósofos e teólogos, é traiçoeira e induz uma resposta categórica.
Somos capazes de fazer coisas boas e más. O balanço depende das nossas disposições naturais como da situação em que estamos.
Esta página traz sete experimentos que pintam um quadro pouco lisonjeiro da natureza humana. Se tomados pelo valor de face, concluiremos que somos torturadores, mentirosos e incapazes de ver o óbvio.
Mas para um quadro completo, vale lembrar que também somos altruístas e capazes de gestos de amor desinteressado.
1. Poder e abuso
O que importa é o caráter, certo? Talvez não. Em 1971, o psicólogo Philip Zimbardo queria descobrir se traços de personalidade de prisioneiros e guardas explicavam situações abusivas nas cadeias.
Ele criou um simulacro de xadrez com 24 voluntários. Parte do grupo ficou com o papel de guarda, e o restante, com o de prisioneiro. Rapidamente as coisas saíram de controle e os guardas mostraram-se cada vez mais cruéis. Ou seja: o comportamento dos participantes foi ditado pela situação em que estavam.
2. Psicólogos insanos
Conseguimos distinguir a sanidade da insanidade? Num experimento de 1973, o psicólogo David Rosenham e sete associados foram a hospitais psiquiátricos queixando-se de ouvir vozes.
Sete deles foram internados com diagnóstico de esquizofrenia. O oitavo, segundo os médicos, sofria do que hoje é chamado de transtorno bipolar. Eles passaram então a agir normalmente, dizendo que as vozes tinham sumido. Mas sair foi mais difícil: a média de estadia foi de 19 dias. "Não conseguimos distinguir os sãos dos insanos", concluiu o pesquisador.
3. Professor Fox
O importante é ter conteúdo. Outra balela: aparências são mais importantes. Em meados dos anos 70, psicólogos da Universidade da Califórnia criaram o Dr. Myron L. Fox. Ele era uma fraude. Para representá-lo, contrataram um ator charmoso que deu uma aula sobre "teoria dos jogos matemática aplicada à educação física".
A aula não passava de um amontoado de bobagens sem sentido, com frases de duplo sentido e contradições. A plateia, composta por psiquiatras, psicólogos e assistentes sociais, adorou. Ao avaliá-lo, deu-lhe notas muito positivas.
4. O gorila invisível
Nosso cérebro também prega peças. Um experimento de 1999 traduz isso com bom humor. Psicólogos fizeram um vídeo no qual seis pessoas (três com camisetas brancas, e três, pretas) trocam passes com bolas de basquete.
Participantes da pesquisa são instruídos a contar os passes do pessoal de branco ao ver o vídeo. A uma altura, um sujeito fantasiado de gorila entra em cena por noves segundos. Metade das cobaias não veem o símio.
5. Tortura estimulada
Quando a situação o exige, pessoas normais são capazes de coisas terríveis. Em 1963,Stanley Milgram, da Universidade Yale, descreveu experimentos nos quais voluntários são convidados a aplicar choques elétricos em um ator como punição por respostas errada num teste de memória.
O voluntário não sabe que o homem é um ator e que a máquina de choque é falsa. Quando instados pelo pesquisador a aumentar a voltagem dos choques, 65% obedeceram até chegar à carga máxima, apesar dos gritos do ator.
6. Política 'emocional'
Ao decidir o voto, colocamos a razão a serviço de nossos interesses. Esqueça. O psicólogo Drew Westen colocou 15 eleitores do Partido Republicano e 15 do Partido Democrata num aparelho que monitorava a atividade de seus cérebros enquanto seus candidatos do coração apareciam em situações fictícias desfavoráveis.
Ele viu que os circuitos envolvidos no raciocínio lógico quase não foram ativados durante o experimento e os participantes relativizaram as situações negativas dos candidatos.
7. Pegos na mentira
A honestidade, pelo menos, continua sendo um valor. Será? O psicólogo Robert Feldman gravou secretamente várias conversações entre duas pessoas em ambientes como lojas e universidade. Depois, as convidou a revisar o vídeo, apontando as "inexatidões" em que haviam incorrido. Os participantes não sabiam que o pesquisador estava interessado em mentiras.
A conclusão de Feldman é que, em uma conversa de dez minutos em que dois adultos se apresentam, eles mentem uma média de três vezes cada, podendo chegar a 12 nos casos extravagantes.
- http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/963294-experimentos-mostram-lado-bom-e-ruim-do-ser-humano.shtml
- Os experimentos mostram mais o lado ruim do ser humano, do que o bom. Mas isso é ótimo para notarmos o quanto queremos nos esconder através de aparências, parecermos certos aos olhos de quem nos vê, (Exemplo: experimento 3).
Brasil participará de monitoramento de planetas 'gêmeos' da Terra
Um grupo liderado por um astrônomo do Brasil pode desvendar o que leva certas estrelas, como o Sol, a abrigar planetas como o nosso, rochosos e pequenos. De quebra, trata-se da primeira grande investida brasileira na busca por mundos extrassolares com telescópios em solo.
O estudo se viabilizou graças ao acesso recém-obtido pelo Brasil às instalações do ESO (Observatório Europeu do Sul). O governo assinou no fim do ano passado o acordo que torna o país o mais novo membro do consórcio. Embora o acerto ainda careça de aprovação do Congresso para entrar em vigor, o ESO já trata o Brasil como parceiro, concedendo o direito de solicitar tempo de observação nos telescópios da organização.
Foi por conta disso que a equipe de Jorge Meléndez, peruano que trabalha no IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP, conseguiu aprovação num projeto que pode finalmente revelar alguns dos segredos mais bem guardados sobre os exoplanetas.
SURPRESA CELESTE
Antes de 1995, quando o primeiro planeta fora do Sistema Solar orbitando uma estrela parecida com o Sol foi encontrado, os astrônomos já desconfiavam que deveria haver muitos sistemas planetários lá fora. Mas eles não imaginavam que eles seriam tão diferentes do nosso.
Uma das mais estonteantes revelações foi a de que há muitos chamados "Hot Jupiters", mundos gigantes gasosos que orbitam muito próximos de suas estrelas. Surgiu então uma grande dúvida: o que determina o nascimento ou não de planetas e, sendo mais específico, de um dado tipo de sistema?
Uma primeira pista na direção certa pode ter sido obtida pelo grupo de Meléndez dois anos atrás. Eles descobriram que a composição do Sol era incomum se comparada com outras estrelas similares, com uma quantidade inferior de elementos pesados como ferro, níquel e alumínio. E o que é ainda mais curioso: esses elementos "faltantes" na química solar parecem estar justamente distribuídos nos chamados planetas terrestres, Mercúrio, Vênus, Terra e Marte.
PREVENDO SISTEMAS
Daí surgiu a hipótese: será que a presença de planetas como o nosso pode ser correlacionada com essa anomalia na composição química da estrela?
É o que Meléndez e seus colegas pretendem testar, com a ajuda do Harps, espectrógrafo de alta precisão do ESO que é o principal instrumento da mais bem-sucedida equipe de caçadores de planetas no mundo, liderada por Michel Mayor, do Observatório de Genebra.
O grupo conseguiu 88 noites de observação, distribuídas em quatro anos, para monitorar 66 gêmeas solares (estrelas que, ao menos superficialmente, são praticamente iguais ao Sol, em termos de tamanho e temperatura).
Em paralelo, com outro telescópio, a equipe obterá informações detalhadas sobre a composição desses astros, de forma a ver como a distribuição de elementos pesados se compara à do Sol.
"É realmente muito difícil obter tantas noites com o Harps, pois ele é usado principalmente pelos astrônomo de Genebra na procura por planetas, então o mérito de nosso projeto deve ter sido altíssimo", comemora Meléndez.
"É uma ideia bem ousada", avalia Cassio Leandro Barbosa, astrônomo da Univap que não participa da pesquisa. "Se essa história da metalicidade se confirmar, será um grande passo para a compreensão de como os sistemas planetários se formam."
-http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/959742-brasil-participara-de-monitoramento-de-planetas-gemeos-da-terra.shtml
- Acho muito legal o Brasil estar investindo nesse tipo de coisa. Investir no espaço traz muitos lucros.
Tsunami no Japão causou ruptura de iceberg na Antártida
Cientistas da Nasa (agência espacial americana) descobriram que o tsunami gerado pelo terremoto que atingiu o Japão em 11 de março foi o responsável pela ruptura de um iceberg na Antártida, segundo artigo publicado pelo "Journal of Glaciology" na segunda-feira (8).
Anteriormente, cientistas, geólogos e especialistas tinham relacionado os desprendimentos de gelo nos icebergs a outros efeitos naturais tão afastados, que não foram capazes de associar a "causa-efeito" em um primeiro momento.
Devido à falta de informação, Brunt Kelly, especialista do Goddard Space Flight Center em Greenbelt, Maryland, começou a fazer observações no sul, após ocorrer o terremoto de 8,8 graus na escala Richter e o posterior tsunami que castigou as costas do Japão.
Com os colegas Emile Okal, da Universidade de Northwestern, e Douglas MacAyeal, da Universidade de Chicago, e utilizando diversas imagens satélite, Brunt observou novos icebergs flutuando no mar, pouco depois de o impacto ter provocado o tsunami que chegou à Antártida.
Ou seja, cerca de 18 horas depois do sismo, a 13,6 mil quilômetros de distância, o grupo pôde ver quase em tempo real como se desprenderam vários pedaços de gelo da geleira Sulzberger. Segundo registros históricos, até então ela não tinha sofrido nenhuma ruptura em, pelo menos, 46 anos.
Trata-se da primeira observação direta que demonstra uma conexão entre os tsunamis e a ruptura de icebergs a milhares de quilômetros, assinala a equipe científica.
"No passado vimos fragmentos de gelo e procuramos a fonte", assinalou Brunt. Desta vez, porém, o cenário era inverso. "Sabíamos imediatamente que [o tsunami] era um dos fenômenos mais importantes na história recente, sabíamos que provocaria muitas ondas, com o que desta vez tínhamos primeiro uma fonte", explicou.
- http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/956736-tsunami-no-japao-causou-ruptura-de-iceberg-na-antartida.shtml
- Isso nos diz que nem sempre o aquecimento global é o culpado pelas rupturas das geleiras. Em minha opinião, essa história de aquecimento global pode até ser verdade, mas não está tão presente quanto dizem e imaginamos, muito do que acontece, são fenômenos normais da natureza.
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